A mudança de Subodh Gupta de Khagual, Bihar, o vilarejo onde nasceu em 1964, para o grande centro urbano de Nova Delhi, onde trabalha agora, poderia ser uma alegoria da Índia de hoje. Gupta se interessa por aquilo que inevitavelmente desaparece no processo de mudança.

Ele faz uso extenso de utensílios de aço inoxidável em obras de magnitude descomunal, com objetos cotidianos despidos de sua normalidade pela massa e volume, suas proporções totalmente exageradas, para referenciar a complexa situação socioeconômica e cultural da Índia atual. As panelas que brilham em suas pinturas também conectam-se à memória coletiva.

O inox tornou-se disponível para consumo de massa, mas ainda assim continuou a atrair designers sofisticados, e as associações com diferenças de classe entram em jogo à medida que espectadores respondem a seu trabalho – o que era a intenção original.

Mostras importantes recentes foram realizadas pela galeria Hauser & Wirth (London, 2013), o Centro de Arte Contemporáneo (Malaga, 2013), Kiran Nadar Museum (Nova Delhi, 2012), Tate Britain (London, 2009), e 51ª Venice Bienalle (Veneza, 2005).

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